Personagens: João e Davi
Locação: Erem Amaury de Medeiros
Um relógio eletrônico é mostrado funcionando durante a madrugada, às onze e cinquenta e nove da noite. A imagem é intercalada com João jogado na portaria traseira do Instituto Nacional Amaury de Medeiros, como se ele estivesse olhando para o objeto. O jovem pega o celular, liga para Íris pela décima sexta vez e fica ainda mais nervoso ao ver que a moça não atende. Um novo dia começa.
Davi é o segundo funcionário a chegar ao local. Ele passa pelo corredor e senta perto da cantina, retirando de sua mochila um envelope contendo as provas do semestre. Sem que perceba, João se coloca diante da varanda do terceiro piso, hesitando em saltar. O professor de Libras está concentrado na correção de suas avaliações, mas um impacto forte o assusta e interrompe tudo. Ele não escuta, mas leva a mão ao peito no momento em que a queda ocorre.
(fundo musical: “A Deus” – “sempre que quiser dizer ‘adeus’ – em versão lenta e com eco)
Em pânico, e ao mesmo tempo querendo saber o que acontece, Davi sai em disparada pelo corredor das últimas salas da escola até chegar ao pátio.
(observação 1: a corrida é filmada em dois ângulos, sendo o primeiro com a câmera parada atrás de Davi, e o segundo de frente ao personagem. Em dado momento, as imagens mesclam-se em velocidade reduzida)
Desnorteado, vira a cabeça em várias direções, até que o religioso toma outro susto e leva as duas mãos ao rosto. Em choque, Davi cai de joelhos quando se depara com João de bruços no chão.
(observação 2: quando Davi se ajoelha, vê-se o professor de longe; de João, é mostrada apenas uma das pernas, calçando um tênis)
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