16/03/2026

SINAL DE VIDA | CENA 23

Personagens: Susana, Tânia e Valquíria

Locação: Erem Amaury de Medeiros


Na penitenciária, Susana espera pela visita olhando para baixo. Tânia conduz Valquíria até onde a irmã está, e orienta-lhe antes que ela sente diante da criminosa.

TÂNIA: A visita não pode demorar. Eu vou ficar na porta.

VALQUÍRIA: É rápido, eu prometo.

Tânia permite que Valquíria aproxime-se de Susana.

SUSANA: Você chamou um advogado?

VALQUÍRIA: Não. Só queria perguntar pra você... Por quê?

SUSANA: Me perdoa, eu não sabia o que tava fazendo. Eu tô doente, irmã...

VALQUÍRIA: Doente está o João. Por culpa sua.

SUSANA: Ele não pode ser mais importante do que eu. Eu sou a sua família!

VALQUÍRIA: Você se esqueceu disso quando quis matar a Bianca!

SUSANA: Como é que ela está?

Impaciente com a pergunta, Tânia revira os olhos diante do cinismo da presidiária.

VALQUÍRIA: (ri) A gente não acredita mais em você! Então para de fingir que tá preocupada!

SUSANA: Por favor, me tira daqui! Eu prometo que eu vou me curar!

VALQUÍRIA: Gente como você não tem jeito. Por isso eu vou fazer tudo pra você não sair daqui.

Valquíria vai embora e deixa Tânia sozinha com a criminosa. A policial encara Susana de perto.

SUSANA: (com cara de aflição) Conversa com a minha irmã. Ela vai conseguir me tirar daqui.

TÂNIA: Já me acostumei com mulheres parecidas contigo... Psicopatas. Daqui você não sai tão cedo.

Quando Tânia deixa a irmã de Bianca e Valquíria sozinha, a antagonista para de fingir e volta a expressar a frieza com que estava antes da visita da empresária.


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