29/08/2026

INTERPRETAÇÕES PERNAMBUCANAS | CENA 7 E CRÉDITOS FINAIS

https://youtu.be/I053pWscJF4?is=_i9iIEzteasO8Hqn

CENA 7

Personagens: Alex e Emílio

Locação: em frente ao portão que dá acesso às salas do prédio


Os dois personagens vêm correndo e param no ponto indicado pelo roteiro. Emílio ainda continua ofegante.

ALEX: Gostou da ajuda?

EMÍLIO: Muito! Obrigado pela explicação de todos vocês!

ALEX: Por nada.

Emílio assusta-se e bate a palma da mão na testa.

EMÍLIO: Me lasquei!

ALEX: O que foi?

EMÍLIO: Eu me esqueci de gravar... (bota a mão no bolso) Meu celular!

ALEX: Qual é o problema?

EMÍLIO: O Boy do Bote deve ter levado!

ALEX: Calma. Você não precisa do celular.

EMÍLIO: Não?

ALEX: Quando você voltar ao Recife, vai colocar a Lei em prática.

EMÍLIO: Tu “acha” que eu vou me lembrar de tudo?

ALEX: “Bora” saber agora...

A câmera está estática. Alex puxa o paletó de Emílio pela gola, arrastando o advogado do mundo real até que ambos saiam do campo de visão dos espectadores.

Como a piada recorrente da série “Um maluco no pedaço, a fachada da Erem Amaury de Medeiros é exibida, com direito ao portão entreaberto.

(fundo musical: “Lavate la cara” – de 2:38 a 2:47)

Em questão de segundos, Emílio é arremessado por Alex, representando o seu retorno ao mundo real.


CRÉDITOS FINAIS


(Obs.: eles devem estar na tarja superior, com os nomes próprios creditados do lado direito da tela)


Ideia original

Cauã Araújo 


Um filme dirigido, escrito e interpretado por

Ana Kátia Araújo

(Leda)


Carla Angélica

(Estela)


Cauã Araújo

(Alex)


Hanna Gabriela

(Júlia)


Leni de Barros

(Kelly)


Maria da Paz

(Micheli)


e

Thiago Barros

(Emílio)


Edição de áudio

Inshot

Vocal Recorder


Edição de imagens

Inshot

Paint


Fontes de pesquisa


“Libras e surdos: políticas, linguagem e inclusão” – organizado por Cecília Moura e Desirée De Vit Begrow (Editora Contexto)


“Livro ilustrado de Língua Brasileira de Sinais: desvendando a comunicação usada pelas pessoas com surdez” – Márcia Honora e Mary Lopes Esteves Frizanco (Ciranda Cultural)


“Material de apoio para o aprendizado de Libras” – Alexandre dos Santos Figueira (Phorte Editora)


“O ouvinte e a surdez: sobre ensinar e aprender a Libras” – Audrei Gesser (Parábola Editorial)


Imagens

Folha de Pernambuco

(“Dia Nacional dos Surdos: passeata pede mais acessibilidade para a população surda nesta sexta (26)” – foto de Fran Silva)


G1 Pernambuco

(“Dia Nacional do Surdo é comemorado com caminhada no centro de Petrolina” – foto de Nilson Maciel)


Governo de Pernambuco

(“Escolas da Rede Estadual promovem ações de conscientização no Dia Nacional do Surdo”)


Prefeitura do Recife

(“Prefeitura marca Dia Nacional da Libras com atendimento acessível no Expresso Recife” – foto de Glenda Albuquerque)


Professores

Fabio Henrique Mota

Luiz Henrique Cosme


Trilha sonora

“Maceteando” (composta por Manoel Ferreira Pantoja e Terezinha Freitas Pantoja e interpretada por Banda Só Brega)


“Mentirosa” (composta por Antonio Ríos, Juan Ramon Ledesma e Marcos Daniel Bustamante e interpretada por Ráfaga)


“Estela” (composta por Paulo Márcio e Robson Ricardo e interpretada por Paulo Márcio)


“La belle de jour” (composta por Alceu Valença e interpretada por Netinho)


“Kelly” (composta por Juca Medalha e interpretada por Banda Labaredas)


“Jura que me ama” (composta por Zeca Pinheiro e interpretada por Banda Camelô)


“Leda” (composta por Gentil Ramos Pereira e interpretada por Adilson Ramos)


“Mentiras” (composta por Bruno Vinicius e interpretada por Banda Torpedo)


“Vou calar sua boca” (composta por Jorge Silva do Recife e interpretada por Banda Carícias)


“Cheli” (composta por Conde e interpretada por Banda Só Brega)


“Lavate la cara” (composta por Luis Mário Alvarez e interpretada por Mr. Gato)


“A morte do vaqueiro” (composta e interpretada por Luiz Gonzaga)


Agradecimentos

Auriedna Freire

Bruna Pires

Dêbson Silva

Fernando Veloso (Felca)


Esta é uma obra independente de ficção produzida para o nível intermediário do curso de Libras da Escola de Referência em Ensino Médio Amaury de Medeiros. Qualquer semelhança com fatos, nomes ou pessoas reais terá sido mera coincidência.


© 2026 Governo de Pernambuco – Secretaria de Educação e Esportes / Gerência Regional de Educação Recife – Sul / Escola de Referência em Ensino Médio Amaury de Medeiros


https://youtu.be/I053pWscJF4?is=_i9iIEzteasO8Hqn


28/08/2026

INTERPRETAÇÕES PERNAMBUCANAS | CENA 6

 

Personagens: Alex, Emílio, Estela e Micheli

Locações: área externa da cantina e fachada da sala 04

 

Os dois rapazes caminham pela área externa da cantina, e depois que a câmera foca apenas em Emílio, ele diz:

EMÍLIO: Bom saber que a Libras é a segunda língua do Brasil.

Emílio é repreendido com uma bofetada desferida por Alex.

(fundo musical: “Mentiras”)

ALEX: (com expressão de raiva) Mentira! Mentira! Mentira!

EMÍLIO: Já entendi.

ALEX: A Libras não substitui o Português escrito, não. Ela é um meio de comunicação e expressão que a Lei reconhece.

Em frente à sala 04, Estela vê os rapazes e anima-se.

ESTELA: Pode deixar, isso eu te explico.

Repentinamente, Micheli aparece à esquerda da colega e surpreende-lhe ao declarar:

MICHELI: Não, senhora! Quem vai explicar sou eu!

As duas cruzam os braços e olham-se com raiva.

(fundo musical: “Vou calar sua boca” – “não vou deixar esse homem de mão beijada, eu não dou pra você”)

Alex e Emílio olham primeiro para a esquerda, e depois para a direita, com medo da rivalidade.

EMÍLIO: Quem começa?

ALEX: Ela é melhor. Se apresenta aí.

(fundo musical: “Cheli” – “Cheli! Pensei muito em ver você, Cheli, pra dizer: sem você não sei viver, Cheli!”)

MICHELI: (sorridente) M-I-C-H-E-L-I.

O dia da lei é 24 de abril de 2002.

ESTELA: Só que, pra lei funcionar, precisa de um decreto.

MICHELI: Claro! A rapadura é doce, mas não é mole, não! De quando é?

ESTELA: O decreto é de dezembro de 2005. Ele diz que a Libras é obrigatória pros cursos que formam professores...

EMÍLIO: Como Letras?

ALEX: E Pedagogia.

MICHELI: Sem falar em Fonoaudiologia... (olha para o lado direito com desprezo) O nome dela é...

(fundo musical: “Estela” – “Estela, estrela do meu infinito é você”)

ESTELA: (sorridente) E-S-T-E-L-A.

ALEX: Alguma pergunta?

(fundo musical: “Estela” – introdução com efeito feminino e na velocidade 0,8)

ESTELA: Sim. Você prefere...

MICHELI: Cuscuz com charque...

ESTELA: Ou macaxeira com carne de sol?

EMÍLIO: Bom... Eu queria saber sobre os surdos.

Elas balançam a cabeça afirmativamente.

MICHELI: Os surdos têm prioridade nos cursos de formação...

ESTELA: E os institutos federais têm que garantir a inclusão dos surdos.

MICHELI: Eles têm direito à educação...

ESTELA: Ao acompanhamento médico...

MICHELI: Ao atendimento educacional especializado...

ESTELA: E à atenção à saúde.

MICHELI: Para de me interromper!

ESTELA: Tá braba, é?

MICHELI: Cadê a minha peixeira?

(fundo musical: “Cheli” – introdução com efeito metálico e na velocidade 1,2)

Em ritmo acelerado, Micheli e Estela agarram-se pelos cabelos. Sem pensar duas vezes, Alex puxa Emílio pelo braço e foge do local.

27/08/2026

INTERPRETAÇÕES PERNAMBUCANAS | CENA 5

 Personagens: Alex, Emílio, Júlia e Leda

Locação: portão de acesso às salas do AEE e dos professores


Júlia está com a mão encostada na grade, claramente irritada. Os meninos percebem o estado da moça.

EMÍLIO: O que foi?

JÚLIA: Em 1911, o instituto começou a praticar o oralismo em sala de aula.

EMÍLIO: É... O que é isso?

ALEX: (revira os olhos, demonstrando impaciência com a pergunta / um balão traduz o pensamento do personagem)

O bicho é tabacudo demais, na moral!

JÚLIA: Oralismo é quando você usa a linguagem oral, mesmo sem saber. Desculpe, eu tô tão arretada, nem me apresentei.

ALEX: É mesmo! Qual é o teu nome?

(fundo musical: “Jura que me ama” – “Júlia, Júlia, jura! Jura que me ama”)

JÚLIA: (com alegria) J-Ú-L-I-A.

Sentada em frente ao arbusto que está de frente à sala 03, Leda olha para Júlia com incredulidade.

LEDA: “Mulé”...

Emílio e Alex olham para o lado direito, percebendo a presença da personagem.

LEDA: Tu não “sabe”! (olha para a câmera, como se mirasse os rapazes) Vocês conhecem Milão?

EMÍLIO: Muito! Eu já fui pra lá...

LEDA: (levanta-se irritada) Esqueça!

A ação brusca de Leda faz Emílio correr para atrás de Alex.

LEDA: Teve um congresso lá, menino! Os surdos não podiam falar na Língua de Sinais! A gente copia tudo que é ruim, não sabe?

ALEX: Em 1916, o Código Civil Brasileiro dizia que todo surdo era incapaz. Já pensou?

EMÍLIO: (sai de trás de Alex) E a Libras? Quando foi que aceitaram os sinais?

LEDA: Lá no ano de 1970. O surdo não precisava mudar, mas a avaliação sobre ele mudou. Hoje em dia, a Libras é a primeira língua do surdo e o Português escrito é a segunda.

ALEX: Obrigado pela explicação, Dona... Esqueci teu nome.

(fundo musical: “Leda” – “Leda, a natureza deu-te a beleza de um prado em flor”)

LEDA: (sorridente) L-E-D-A.



26/08/2026

INTERPRETAÇÕES PERNAMBUCANAS | CENA 4

Personagens: Alex, Emílio e Kelly

Locação: parede externa da sala 01


Assim que se aproximam de Kelly, Alex apresenta a nova colega para Emílio.

ALEX: Esta é a...

(fundo musical: “Kelly” – “oh, Kelly! Oh, oh, oh, Kelly! Você é pra mim um pedaço de mim”)

KELLY: (sorridente) K-E-L-L-Y.

EMÍLIO: Prazer em te conhecer.

KELLY: O segundo imperador do Brasil criou o instituto e a Lei nº 939.

A tela projeta o nome de Dom Pedro II.

EMÍLIO: E ela diz o quê?

KELLY: A Lei determina a verba do instituto e uma pensão para os dez alunos.

EMÍLIO: Dez alunos?

KELLY: E um professor surdo francês, que usava a língua de sinais e a escrita.

Novamente há uma projeção, com o nome de Edward Huet.

Emílio caminha um pouco, deixando Kelly e Alex sozinhos. Mas o condutor da viagem vai atrás do advogado do mundo real.


25/08/2026

INTERPRETAÇÕES PERNAMBUCANAS | CENA 3

Personagens: Alex, Emílio e Olga

Locação: escadaria da sala da coordenação


Quando os dois rapazes chegam perto da escadaria da sala da gestão, encontram Olga à espera deles.

ALEX: Pergunte o que quiser.

EMÍLIO: Qual é o teu nome?

Alex olha para Emílio com uma expressão tediosa antes de Olga responder.

(fundo musical: “Olga” – “oh, Olga! Olga, meu bem! Oh, Olga, vem pra mim”)

OLGA: (sorridente) O-L-G-A.

ALEX: (ainda com o rosto voltado para Emílio) Só isso?

EMÍLIO: A Libras nasceu no ano de 2002 mesmo?

OLGA: (balança a cabeça para reprovar a pergunta feita) Nada... No ano de 1856 foi criado o Instituto Nacional de Educação de Surdos. Foi neste lugar que os surdos começaram a se ver. Igual ao Parque Treze de Maio, conhece?

EMÍLIO: Não.

Olga revira os olhos, demonstrando tédio pelo desconhecimento de Emílio. Alex o tira da frente da advogada e com ele vai a outra parte da escola.


24/08/2026

INTERPRETAÇÕES PERNAMBUCANAS | CENA 2

Personagens: Alex e Emílio

Locações: calçada do portão lateral / pátio da escola


(fundo musical: “Estela” – vocalização dos primeiros segundos na velocidade 0,5)

Mostra-se uma árvore sob um céu nublado. Depois, vê-se os sapatos de Emílio caminhando por uma calçada úmida. O personagem anda devagar, e o público ouve os seus pensamentos.

EMÍLIO: Como é que eu vou resolver esse caso? O máximo de Libras que eu sei é meu nome e olhe lá, nem batizado eu fui pra ter sinal.

Um pouco cansado, ele coloca a mão esquerda sobre o portão lateral da Erem Amaury de Medeiros. Sem que o advogado se dê conta, um círculo colorido – baseado no arco-íris da bandeira pernambucana – envolve a parte descrita.

EMÍLIO: Agora só falta aquela corna de Ivete me botar pra...

(fundo musical: “La belle de jour” – vocalização)

O pensamento é interrompido pelo grito de Emílio, que é sugado pelo portão. O efeito sonoro de magia é acionado.

(obs.: a câmera deve estar parada no momento em que Emílio desaparece, para não ficar evidente o truque)

A câmera passa a estar dentro da escola. Emílio entra bruscamente, quase caindo, e depara-se com Alex bastante calmo. Automaticamente, ele passa a comunicar-se em Libras.

EMÍLIO: Onde é que eu tô?

ALEX: Na feira de Afogados é que não está!

EMÍLIO: Peraí... Eu tô falando Libras.

ALEX: Bem-vindo.

Os dois caminham pelo pátio enquanto dialogam.

EMÍLIO: Como eu entrei aqui?

ALEX: O importante é como você vai sair.

EMÍLIO: Sabendo tudo sobre a Lei?

ALEX: Exato.

EMÍLIO: Eu posso filmar?

ALEX: Deve.


23/08/2026

INTERPRETAÇÕES PERNAMBUCANAS | ABERTURA, PRÓLOGO E CENA 1

 ABERTURA


(inicialmente com os logos postos sobre um fundo preto)


Governo de Pernambuco – Secretaria de Educação e Esportes


Gerência Regional de Educação Recife / Sul


e Escola de Referência em Ensino Médio Amaury de Medeiros


apresentam


PRÓLOGO


Exibe-se uma seleção de fotos de eventos em Pernambuco promovendo a Língua Brasileira de Sinais. A locução deste momento é feita por Emílio, usando canções pernambucanas como referência. O filtro das imagens é Sepia.

EMÍLIO: Por muito tempo a comunidade surda foi ignorada no Brasil e no mundo. As línguas de sinais eram proibidas, e os que não escutavam eram orientados a desenvolver a fala.

É como se, falando o pernambuquês, o surdo fosse a bola da vez que o mundo deixou passar.

Foram séculos de luta, mas ela não teve fim feito espumas ao vento, não. Só no Brasil, os surdos estão desde o século XIX arengando pra que o direito de usar os sinais seja respeitado.

A maior conquista talvez seja o reconhecimento legal da Língua Brasileira de Sinais em 2002. Um sistema baseado na Língua de Sinais Francesa, mas com uma estrutura linguística que difere do Português.

E por falar em “legal", não fica achando que toda lei existe pra ser seguida, não, cabra safado! Na verdade, existe pra ser interpretada. Acho que eu vi isso numa novela do canal 13.

Se você tá que nem o garçom e já cansou de escutar essa conversa mole, pega a pipoca Veneza e o biscoito Treloso pra acompanhar essa história.


CENA 1

Personagem: Emílio

Locação: calçada da Erem Amaury de Medeiros


(fundo musical: “Maceteando” – com efeito de voz masculino e na velocidade 1,2)

Uma sequência de seis a sete imagens de placas do bairro de Afogados surge em concordância com o arranjo da canção instrumental. Depois, vê-se em diferentes pontos, o tráfego de veículos pela Rua São Miguel – quando o título do filme surge.

Na faixa de segurança em frente ao São Miguel Center espera Emílio para atravessar, fazendo-o quando o semáforo de pedestres acende a cor verde. Ao chegar à calçada do outro lado da rua, o fundo musical diminui até cessar. O advogado ouve o celular tocar e coloca a mão no bolso.

(fundo musical: “Mentirosa” – com efeito de personagem masculino e na velocidade 1,1)

EMÍLIO: Oi.

IVETE: Dormisse comigo, foi?

EMÍLIO: Desculpa, Doutora. Foi a pressa pra pegar o metrô pra Camaragibe.

IVETE: Tem uma missão pra tu. A mãe de uma menina tá processando um colégio particular.

EMÍLIO: Por causa de quê?

IVETE: A menina é surda e pediu um intérprete. A diretora disse que não vai arranjar. Por isso pensei em tu pra pegar esse caso. Tu não fizesse um curso em mil novecentos e bolinha, não foi?

EMÍLIO: Sim, mas isso foi no primeiro mandato de Jarbas! Faz é tempo!

IVETE: A causa já tá ganha, é só estudar a Lei 10.436, de 2002.

EMÍLIO: Dez mil e quanto?

IVETE: Vou mandar o PDF pra tu ler. Amanhã tem reunião no escritório, de nove horas.

EMÍLIO: Eita, Doutora! Bote outro, vá! Já tô quebrando a cabeça com aquele menino que encontrou uma catita na pipoca...

IVETE: Se quiser se manter empregado, vai ser tu mesmo. O pessoal tá deixando de pagar os honorários pra apostar no tigrinho. O escritório tá dependendo de tu. (desliga)

EMÍLIO: Doutora? Tá me escutando? (constata o encerramento da ligação) Miserável das costas ocas!