Personagens: Alex e Emílio
Locações: calçada do portão lateral / pátio da escola
(fundo musical: “Estela” – vocalização dos primeiros segundos na velocidade 0,5)
Mostra-se uma árvore sob um céu nublado. Depois, vê-se os sapatos de Emílio caminhando por uma calçada úmida. O personagem anda devagar, e o público ouve os seus pensamentos.
EMÍLIO: Como é que eu vou resolver esse caso? O máximo de Libras que eu sei é meu nome e olhe lá, nem batizado eu fui pra ter sinal.
Um pouco cansado, ele coloca a mão esquerda sobre o portão lateral da Erem Amaury de Medeiros. Sem que o advogado se dê conta, um círculo colorido – baseado no arco-íris da bandeira pernambucana – envolve a parte descrita.
EMÍLIO: Agora só falta aquela corna de Ivete me botar pra...
(fundo musical: “La belle de jour” – vocalização)
O pensamento é interrompido pelo grito de Emílio, que é sugado pelo portão. O efeito sonoro de magia é acionado.
(obs.: a câmera deve estar parada no momento em que Emílio desaparece, para não ficar evidente o truque)
A câmera passa a estar dentro da escola. Emílio entra bruscamente, quase caindo, e depara-se com Alex bastante calmo. Automaticamente, ele passa a comunicar-se em Libras.
EMÍLIO: Onde é que eu tô?
ALEX: Na feira de Afogados é que não está!
EMÍLIO: Peraí... Eu tô falando Libras.
ALEX: Bem-vindo.
Os dois caminham pelo pátio enquanto dialogam.
EMÍLIO: Como eu entrei aqui?
ALEX: O importante é como você vai sair.
EMÍLIO: Sabendo tudo sobre a Lei?
ALEX: Exato.
EMÍLIO: Eu posso filmar?
ALEX: Deve.
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