24/08/2026

INTERPRETAÇÕES PERNAMBUCANAS | CENA 2

Personagens: Alex e Emílio

Locações: calçada do portão lateral / pátio da escola


(fundo musical: “Estela” – vocalização dos primeiros segundos na velocidade 0,5)

Mostra-se uma árvore sob um céu nublado. Depois, vê-se os sapatos de Emílio caminhando por uma calçada úmida. O personagem anda devagar, e o público ouve os seus pensamentos.

EMÍLIO: Como é que eu vou resolver esse caso? O máximo de Libras que eu sei é meu nome e olhe lá, nem batizado eu fui pra ter sinal.

Um pouco cansado, ele coloca a mão esquerda sobre o portão lateral da Erem Amaury de Medeiros. Sem que o advogado se dê conta, um círculo colorido – baseado no arco-íris da bandeira pernambucana – envolve a parte descrita.

EMÍLIO: Agora só falta aquela corna de Ivete me botar pra...

(fundo musical: “La belle de jour” – vocalização)

O pensamento é interrompido pelo grito de Emílio, que é sugado pelo portão. O efeito sonoro de magia é acionado.

(obs.: a câmera deve estar parada no momento em que Emílio desaparece, para não ficar evidente o truque)

A câmera passa a estar dentro da escola. Emílio entra bruscamente, quase caindo, e depara-se com Alex bastante calmo. Automaticamente, ele passa a comunicar-se em Libras.

EMÍLIO: Onde é que eu tô?

ALEX: Na feira de Afogados é que não está!

EMÍLIO: Peraí... Eu tô falando Libras.

ALEX: Bem-vindo.

Os dois caminham pelo pátio enquanto dialogam.

EMÍLIO: Como eu entrei aqui?

ALEX: O importante é como você vai sair.

EMÍLIO: Sabendo tudo sobre a Lei?

ALEX: Exato.

EMÍLIO: Eu posso filmar?

ALEX: Deve.


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