Nilo e Márcio olham para o público
e compartilham comportamentos que confirmam o preconceito sofrido por negros.
NILO: Nós somos a maior nação
composta por negros fora do continente africano.
MÁRCIO: Mas deixamos de pedir
informações à polícia nas ruas...
NILO: Evitamos correr atrás de um
ônibus pra não sermos confundidos...
MÁRCIO: Preferimos não entrar em
lojas de marcas pra evitar confusão...
NILO: E temos três vezes mais
chances de morrermos do que uma pessoa branca.
MÁRCIO: Não estamos errados. Errado
está o racismo, que pode ser praticado por você, sem nem ao menos perceber.
É exibido um vídeo com imagens de
figuras negras que marcaram a história do país ao som da versão ao vivo da
música “Identidade”. Márcio e Nilo continuam no centro do auditório.
LETRA: Elevador é quase um templo,
exemplo pra minar teu sono. Sai desse compromisso, não vai no de serviço. Se o
social tem dono, não vai. Quem cede a vez não quer vitória: somos herança da
memória, temos a cor da noite, filhos de todo açoite, fato real de nossa
história.
Os demais integrantes do elenco reingressam
no cenário, cantando a canção, juntamente com os protagonistas (caso queiram,
formando um círculo).
LETRA: Se preto de alma branca pra
você é o exemplo da dignidade, não nos ajuda; só nos faz sofrer, nem resgata
nossa identidade. Se preto de alma branca pra você é o exemplo da dignidade,
não nos ajuda; só nos faz sofrer, nem resgata nossa identidade.
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