05/06/2017

VIDA LOUCA/ CAPÍTULO 2: TUDO COMO NA PRIMEIRA VEZ



Perto do horário em que o filho Fábio largaria, o empresário Caio Marinho Vasconcelos vai à casa da namorada do rapaz, sabendo que a adolescente não está em sua residência. A empregada abre a porta ao escutá-lo tocar a campainha.
-Bom dia. Em que posso ser útil?
-Eu tenho que falar com Ariane, agora!
-Pode deixar, Cleusa- Ariane vem da cozinha- Eu atendo esse senhor.
-Com licença- a doméstica deixa a sala de estar, esquecendo-se de fechar a porta.
-Quer beber alguma coisa, Caio?
-Como é que você conseguiu se manter sob as aparências ontem à noite?
-Era o dia em que Fábio pediu Gabriela em namoro. Nunca que eu ia imaginar que aquele rapaz era seu filho.
-Meu coração quase saiu pela boca quando entendi quem era você, quando pude te reconhecer...
-Dezoito anos já se passaram.
-Pra mim, é como se tudo tivesse acontecido ontem.
-Caio, você sabe muito bem por que não fomos adiante na nossa relação.
-Sei, sim. Mas não posso agir como se fôssemos dois estranhos.
-O que quer que eu faça? Que eu grite aos quatro ventos que nós dois já tivemos um relacionamento? Isso já faz tanto tempo que nem vale mais a pena lembrar!
-Só que eu não esqueci, Ariane. Todo dia eu lembro e lamento que eu joguei o que a gente tinha fora.
-Agora as coisas são diferentes, Caio. Você é casado e tem um filho, formou uma família, seguiu com a sua vida.
-E você, seguiu com a sua?
-Olha só, eu não vou admitir que você interfira na minha vida pessoal desse jeito!
-Qual é o problema? Um dia eu já fiz parte dela.
-Tem noção do que está acontecendo nessa sala? Eu estou falando do passado com o pai do namorado da minha filha...
-Comigo, Ariane. Com o Caio que um dia você amou.
Saindo de um apartamento que ajudou a decorar, a mãe de Fábio, Alice, passa em seu carro na porta da escola do filho. Ele está saindo com o melhor amigo e a namorada, surpreendendo-se com a presença da esposa de Caio.
-Tá fazendo o quê aqui, Mãe?
-Eu tinha visitado uma cliente aqui perto e resolvi passar pra dar uma carona a vocês, já que também estou indo pra casa.
-Ih, Dona Alice, não vai dar. O professor de Física passou um trabalhou sobre óptica geométrica, e a gente combinou de fazer lá em casa- explica Gabriela.
-Mas bem que a senhora podia levar a gente do mesmo jeito, né?- sugere Fábio.
-Claro que posso, meu anjo. Entrem aí.
Quando Eduardo abre a porta traseira do veículo, repara que esqueceu o caderno na sala.
-Gente, “peraí” um minutinho, que eu vou buscar um negócio na sala e já volto.
-Vê se não demora lá dentro mandando “pala” pras meninas, hein, Edu?
-Deixa do teu “queijo”, Fábio... – o comentário de Eduardo o constrange diante de Alice- Foi mal aí, Dona Alice.
-Tudo bem, Eduardo. Eu nunca vou entender esses “elogios masculinos” mesmo.
-Já venho.
Eduardo corre de volta à sala de aula, quase vazia, mas encontra Bete e Diego, junto a alguns rapazes de outras turmas, usando cigarros ao fundo da sala, de luz apagada e com a porta entreaberta. O irmão de Gabriela religa o interruptor e se assusta com o grupo, descobrindo dessa forma que estes faziam uso de substâncias entorpecentes. Diego se mostra irritado.
-Tá fazendo o quê aqui, rapaz?
-Relaxa que eu não vi nada, vim só pegar meu caderno.
-Melhor mesmo pra você- avisa, em tom de ameaça. Quando Eduardo deixa a escola e entra no carro, o rapaz pergunta à namorada- E se ele entregar a gente pro diretor?
-Que entregue. Ele expulsa a gente do colégio, e todo mundo fica sabendo o que rola aqui dentro. Acha mesmo que vão querer um escândalo por causa de fofoca?
-Não dá pra vacilar, não, Bete. Esqueceu que você é bolsista?
-Esqueci, não, gato. Mas esse aí é peixe pequeno. Não vai fazer nada que prejudique a gente.
O filho mais velho de Ariane entra no carro sem comentar o que presenciou dentro da escola, e os demais não reparam. À medida que o carro se aproxima da residência de Ariane, cresce a tensão entre a anfitriã e o convidado indigesto.
-Se você não tem mais nada pra fazer aqui, pode sair.
-Não é possível que você vai me tratar como se eu não fosse ninguém, como se essa situação não fosse estranha.
-Claro que é. Meu coração quase pulou pela boca quando vi de quem Fábio era filho. Achei que fosse mentira, mas não. Vi que você estava tão surpreso quanto eu.
-Me diz, Ariane: o que é que a gente faz com isso?
-Eu prometi pra mim mesma que eu não tocaria nesse assunto com ninguém. Eu não quero e nem vou resgatar o nosso passado. Foi doloroso demais pra mim, e eu não vou revivê-lo, Caio!
-Essa reação sua... Quer dizer o quê? Alguma coisa por mim está viva em você, é isso?
-Caio, você refez a sua vida com outra mulher, construiu uma família com ela...
-Com a qual não estou feliz. Ariane, você não tem ideia de como eu me arrependo, do quanto que eu penso como tudo ia ser diferente se a gente tivesse ficado juntos.
-Mas não estamos, Caio! O que você quer? Que eu admita um sentimento por você que eu não vivo mais? Eu refiz a minha vida.
-E conseguiu ser feliz longe de mim?
-O que passou não me importa mais.
-Mas a mim sim! Porque não há um só dia em que eu não sinta arrependimento por ter perdido você.
Gabriela chega à própria residência e toca a campainha, mas sua mãe e o pai de Fábio não ouvem. Ela, então, lembra-se da cópia da chave que carrega consigo.
-Caio... Se existe algum assunto que a gente precise tratar, são sobre os nossos filhos. “Nós” não existe mais, entendeu?
-Como eu fiz mal a você, Ariane...
-Você nem imagina o quanto. Eu me vi destruída quando estava com você, com medo de te perder o tempo todo e acabando comigo mesma- Ariane não segura as lágrimas- Agora você vem falar do passado que nós dois, juntos, não realizamos?
O marido de Alice se aproxima e enxuga o rosto da dona de casa.
-Não. Não é justo eu falar do que poderíamos ser. Mesmo assim, eu não deixo, nem um só dia, de me perguntar o que podemos ser ainda- Caio a surpreende com um beijo.
-O que significa isso?- Alice grita, na companhia de Gabriela, Eduardo e Fábio, incrédulos com a atitude do empresário.

04/06/2017

VIDA LOUCA/ CAPÍTULO 1: LEVAVA UMA VIDA SOSSEGADA



-Pra quê você quis me encontrar aqui, nesse lugar?
-Você quem quis me ver, Vinícius. Achei que era melhor a gente vir até aqui.
-Que é isso, Bete? Medo da polícia?
-Nem da polícia, nem de ninguém. Olha só, se é pra falar da tua dívida comigo, esquece que eu não vou...
-Eu tenho o que você quer. Quer dizer, eu acho que posso te dar.
-Então, você conseguiu a grana que estava me devendo?
-O que eu tenho pra te fazer é uma troca. Com mais vantagem pra você do que pra mim.
-Melhor você parar de blefar comigo, Vinícius. O que eu quero de você são os dez mil reais que você me deve, mais nada.
-Tem uma coisa que te importa bem mais do que isso, Bete.
-Posso saber o quê?
-Acabar com o Fábio, de uma vez por todas.
-O que é que você tem a ver com o Fábio?
-Eu sei por que você odeia o Fábio, por que quer destruir a vida do cara.
-Sabe do quê, Vinícius?
-De tudo. Acabei ficando amigo do cara, ele me contou tudo da vida dele depois que a gente ficou próximo. Uma amizade que você mesma ajudou a começar. O Fábio já sabe que você não deu ponto sem nó, Bete. Sabe que você odeia a mãe dele, e que por isso manipulou o Fábio contra a Gabriela, que me usou pra que ele se drogasse como a gente...
-“A gente”? Aceita uma coisa, Vinícius: o controle da situação sempre foi meu. Não me coloca na mesma laia que você e o Fábio! O que você quer, afinal?
-Uma troca razoável, Bete: você perdoa a minha dívida e eu te conto como destruir o Fábio.
-Pensando bem... – Bete tira uma arma da calça e aponta para Vinícius- Melhor fazer uma mudança de planos.
-Que é isso? Abaixa essa arma, Bete!
-Pensando o quê, seu imbecil? Que eu sou idiota, igual a você?
-Bete, abaixa a arma!
-Implorando pela vida, que lindo... Mas não me convence de jeito nenhum!
-Larga esse revólver, Bete, eu tô te pedindo!
-Que revólver? Ficou maluco? Não tem arma nenhuma aqui. Assim como não tem nenhuma confissão minha. Quer me incriminar, cretino? Aposto que deve ter um gravador escondido em você, pronto pra qualquer escorregada que eu der, não é?
-Eu já sei tudo sobre você, Bete; todo mundo sabe agora, inclusive o Fábio.
-Ótimo. Não preciso me esconder mais de ninguém, vai ser um jogo limpo a partir de agora. Vou começar fazendo um favor ao mundo e me livrando de um verme: você. Adeus, Vinícius...
A vilã vira de costas e atira contra a parede, deixando Vinícius desesperado.
-Fábio!
-Aparece, desgraçado! Aparece na minha frente!
Com medo, o adolescente deixa de se esconder e fica frente a frente com Bete. Vinícius teme pela vida do jovem.
-Os dois juntos, e ainda por cima pra armar contra mim? Essa é nova!
-Bete, não faz essa besteira. Abaixa o revólver. Teu problema é comigo, não é com o Vinícius.
-Esse traíra pensou que ia me passar a perna, mas se ferrou ainda mais comigo. Eu não vou me esquecer disso, e sabe por quê, Fábio? Porque ninguém que me enfrenta ficou vivo pra contar a história.
-Tá falando de quem exatamente? Do Diego, que você matou?
-Não toca no nome dele!- a antagonista grita para o adolescente.
-E a Victória? Hein?- Vinícius provoca a moça- O que ela te fez pra acabar do mesmo jeito que o Diego, assassina?
-Não fui eu que matei a Victória, Vinícius: foi você quem matou. Quem apertou o gatilho foi você.
-Desgraçada!- Vinícius tenta agredir Bete, mas é contido por Fábio.
-Não chega perto de mim...
-Você não vai atirar na gente.
-Em você, principalmente!
-Ainda não. Não sem antes ouvir o quanto eu tenho nojo de você! Eu não tenho culpa do que te aconteceu quando você era criança!
-Pode não ter, mas vai pagar do mesmo jeito! A não ser que você ajoelhe e peça pra te deixar vivo. Pede, Fábio.
-Quer que eu me humilhe pra você, é isso?
-Não faz isso, Fábio!
-Ah, ele vai fazer! Pode ficar certo que ele vai fazer, se quiser salvar a sua vida e a dele. E então, Fábio? Vai se humilhar ou assinar a sentença de morte, sua e do Vinícius?

Seis meses antes...

A turma do terceiro ano do ensino médio está à espera do professor de literatura, atrasado há cinco minutos. Ao lado dos amigos que sempre a acompanham, Bete tem a certeza de que o docente não aparecerá naquela segunda-feira.
-E pensar que tem aula até doze e meia- crava Diego, o namorado da jovem, prestes a retirar algo de um dos bolsos da calça.
-Pelo menos as duas primeiras com Everton não.
-Pensou alto demais, Bete. Ele chegou...
Bete vira e encontra o professor entrando na sala e desejando “bom dia” aos adolescentes. O casal entra a passos lentos, até mesmo ignorando a ameaça de Everton de fechar a porta com eles largados no corredor.
-Meninos, hoje é o último dia de apresentações do seminário, e segundo o meu cronograma, o grupo formado por Diego, Elizabete e Vinícius tinha que se apresentar hoje, já que não conseguiu apresentar ao público o enredo do livro que eu indiquei na semana passada. E então? Trouxeram o trabalho sobre “Predadores da inocência”?
-Foi mal, professor- Diego tenta se justificar- Mas era muito difícil de encontrar informações desse livro que o senhor passou. Nem na biblioteca a gente achou, e olha que a gente já foi a umas três!
-Engraçado você dizer isso, Diego... Prova por A mais B que vocês não se esforçaram nem pra me dar uma desculpa decente. O livro que eu passei pro grupo de vocês foi “Dom Casmurro”, de Machado de Assis- a turma começa a rir de Bete e Diego- E esse daí eu sei o quanto é fácil de encontrar, mais do que “Predadores da inocência”. Não vejo outra saída a não ser atribuir zero pro grupo, já que nem trabalho escrito vocês trouxeram. Aliás, cadê Vinícius? Faltou de novo?
-Pois é, professor- Bete usa um tom debochado- Não veio pra aula de novo, acredita? E logo hoje, no dia do nosso grupo.
-Vou até a coordenação contar o que está acontecendo. Tudo bem que ele é modelo, mas já faz um mês que não vem pra minha aula, já tinha faltado à prova... Assim não dá... Bom, parece que eu vou ter que dar assunto novo, já que o outro grupo não apareceu.
-Desculpa o atraso, Professor- Fábio entra na sala, acompanhado da namorada, Gabriela, e do irmão desta, Eduardo.
-Meu melhor aluno chegou.
-Pronto. Começou a “rasgação” de seda... – Bete reclama, em voz baixa.
-Já devia ter se acostumado, toda apresentação do Fábio ele fala isso- pontua Diego.
-Ele e todos os professores.
-Não vou nem perguntar se leram o livro de vocês, porque é óbvio que leram. Por favor... – Everton sinaliza para que o trio vá ao quadro negro e faça a explanação.
-Bom, o nosso grupo trouxe uma obra da década de setenta chamada “O estudante”, escrita por Adelaide Carraro- Gabriela inicia a apresentação.
-O livro fala a respeito de Renato, um adolescente que tem um bom comportamento e, aos poucos, começa a se envolver com drogas- Eduardo passa a descrever detalhes da sinopse.

03/06/2017

SINOPSE/ DIFERENÇAS ENTRE O CURTA-METRAGEM E A WEB NOVELA "VIDA LOUCA"

Fábio Prado Vasconcelos é um adolescente de dezessete anos muito feliz nos estudos, na convivência familiar e, a partir de agora, também no amor, uma vez que começa a namorar Gabriela, irmã de seu melhor amigo, Eduardo. Acostumado a ver sua vida sendo metódica, o jovem começa a viver uma série de situações que põe em risco a felicidade daqueles a quem ama e sua própria sobrevivência.
Num jantar promovido por Ariane, mãe de Gabriela e Eduardo, as famílias dos jovens são apresentadas para celebrar o início do namoro. Um incidente, porém, marca o constrangimento para todos: na adolescência, Caio (pai de Fábio) viveu um romance com a anfitriã, interrompido por razões desconhecidas. Com o destino trazendo Ariane de volta à sua vida, e em combinação com um casamento que definha a cada dia, não demora para que Alice pense que a mãe de sua nora e seu marido têm um caso, causando rupturas difíceis de serem consertadas. O pedido de divórcio é suficiente para o porto seguro de Fábio desaparecer.
O contato com alucinógenos ocorre por meio de Vinícius, colega de sala de Fábio, Eduardo e Gabriela que vive uma carreira pouco vitoriosa, eclipsada ainda pelos sucessivos êxitos de Victória, a namorada que segue a mesma profissão e que tenta tirá-lo do vício. A princípio, Fábio segue relutante contra a curiosidade, até que Bete, responsável por traficar drogas para os alunos daquele colégio, prepara uma armadilha capaz de destruir a saudável relação do filho de Caio e Alice com a namorada.
Afinal, o interesse de Bete é meramente “comercial” ou ela tem realmente um motivo forte para alimentar um ódio doentio por Fábio? Ainda que pense estar em total domínio da situação, ele não sabe por quem é manipulado e como todos à sua volta estão expostos ao perigo por sua culpa.

·                    O filme começa com o protagonista Fábio na praia, momentaneamente sozinho, quando este começa a recordar a sua história. Na novela, a primeira cena é a da vilã Bete ameaçando matar Fábio e Vinícius;
·                    Entre o tempo predominante da ação e o futuro, há um intervalo de um ano na narrativa cinematográfica, reduzida a seis meses na novela, embora o ano de 2007 seja usado em ambas as ocasiões;
·                    O flashback do filme começa na escola, quando Fábio comenta com Eduardo sobre a separação dos pais. Na novela, o ambiente é o mesmo e os personagens são acompanhados por Gabriela numa apresentação sobre o livro “O estudante”, de Adelaide Carraro, que trata da temática do vício em drogas;
·                    No filme, apenas a mãe de Fábio aparece em cena, uma vez que não foi possível conseguir um ator para interpretar seu marido. Também na produção, o nome de Alice nunca foi mencionado;
·                    Não é revelado no filme o motivo da separação de Alice e Caio, enquanto na novela a insatisfação de Caio com o matrimônio é usada como uma das justificativas para o fim do casamento, além da desconfiança de que Ariane é amante do pai de Fábio;
·                    O processo de separação dos pais leva Fábio a tornar-se dependente químico, no filme. Já na novela, esse é o motivo que o faz experimentar drogas pela primeira vez, mas o rapaz só se torna viciado após acreditar na traição de Gabriela- devido a uma mentira arquitetada por Bete;
·                    O Vinícius do filme também se envolveu com drogas por conta de uma crise conjugal de seus pais, sendo essa a razão da overdose que o leva a óbito. Na novela, Vinícius é órfão de mãe e usa drogas por conta de sua carreira em declínio, além de não sofrer overdose, deixando esse drama ser vivido por Fábio;
·                    A trama de Victória foi paralela no filme, desenvolvida após a morte de Vinícius, e subentende-se que a personagem morre por conta da reação a um assalto, já que os bandidos desejavam trocar o produto do roubo por drogas. Na novela, Victória é namorada de Vinícius, e o crime do qual é vítima é armado por Bete para calar o modelo decadente;
·                    Victória e Vinícius são mostrados como modelos que conciliam suas carreiras com os estudos, enquanto no filme os personagens não tinham profissão;
·                    Bete é mostrada como mera usuária de drogas, e não tem importância fundamental no desenvolvimento do filme; desta vez, a personagem é alçada à antagonista principal, ficando responsável por fornecer substâncias ilícitas;
·                    Diego não é um personagem inventado para a novela, mas no filme ele não é creditado (tampouco o intérprete), ainda que apareça como um dos usuários de drogas presentes quando Fábio recebe a notícia da overdose de Vinícius. O que muda é que ele aparece agora como namorado da vilã;
·                    Embora Gabriela e Eduardo sejam irmãos, esse fato só é mencionado na novela, pois no filme os personagens somente são vistos juntos quando salvam a vida de Fábio, prestes a jogar-se de uma ponte;
·                    Uma sequência do filme foi sublimada da novela: quando Fábio sai da sala de aula para se encontrar com os outros dependentes. O motivo é que a passagem termina com o anúncio da morte de Vinícius por overdose, situação não vivida pelo personagem na novela;
·                    Eduardo é descrito no filme como melhor amigo de Fábio, tal qual na novela, mas ele acaba perdendo esse espaço para Vinícius no decorrer do folhetim;
·                    Alice é a última a perceber o envolvimento do filho com entorpecentes no enredo do filme, enquanto se torna a primeira a desconfiar de Fábio na novela.

29/04/2017

ARREDONDA ("DEU ONDA", DE MC G15)

Exercício entreguei
Pra não fazer a recuperação

Mas 7 não pude obter
Em boletim meu ponha
Sábia docência: arredonda

Porque eu preciso. Arredonda
Pra não ter reprovação. Arredonda


Para não ter que fazer a prova
Um décimo me dê. Eu apelei...
Quem leciona...

A quem leciona
Quem leciona,
A quem leciona

COLA? ("DON'T CHA (RADIO EDIT)", DE THE PUSSYCAT DOLLS)

Atividade (atividade)
Valendo um (valendo um)
Ponto na prova. Vou eu listar:
Tem "próprio" e "comum"
De mais um ponto (de mais um ponto)
Necessito, sim! (necessito, sim)
Há o "concreto" e "abstrato"
Menciono assim

Não cola, pois se colar culpam-me
Não cola, pois se colar visam-me
Cola?
Cola?
Não cola, pois se colar olham-me
Não cola, pois ponto virá pra mim
Cola?
Não cola!

Há "primitivo" ("primitivo");
A lição (a lição)
Do meu professor
Perguntará se há derivação
Há quem prefere (há quem prefere)
Tudo aprender (tudo aprender)
E para 10 ter
O "composto" e "simples" vou saber

Não cola, pois se colar culpam-me
Não cola, pois se colar visam-me (a mim)
Cola?
(vê se aprende!)
Cola?
(passar, sim!)
Não cola, pois se colar olham-me
Não cola, pois ponto virá pra mim (pra mim)
Cola?
Não cola!
 

Eu vou relatar:
"Coletivo" há
E "comum de dois" vou achar
Aprovar
No teste
Quem irá?

Trago-te um novo (trago-te novo)
Para entender (pra entender):
"Epiceno" acabo de apresentar
Todos deve saber
"Sobrecomum" cai ("sobrecomum" cai)
Chega ao fim (chega ao fim)
Revisão sobre substantivo
Compreendo, sim

Não cola, pois se colar olham-me (não!)
Não cola, pois se colar visam-me (a mim)
Cola?
(vê se aprende!)

Cola?
(passar, sim!)
Não cola, pois se colar olham-me
Não cola, pois ponto virá pra mim (pra mim)
Cola?
Não cola!

27/04/2017

SUA NOTA VAI CAIR ("MEU CUPIDO É GARI", DE MARÍLIA MENDONÇA)

Sua nota vai cair
Se não ler livro


Livro, livro
Não seja mais prolixo

Manuel de Macedo
Deixou escrito
Representa a obra
O Romantismo
Romance retratou
Os jovens da nação

Escreveu o autor 
"A moreninha"; leia, então!
Augusto foi quem
Se apaixonou
Por Carolina; entretanto, bem antes jurou
Só ter união

Com outra, que não
Sabe do paradeiro
Vem na avaliação!

25/04/2017

VOU GARANTIR PONTUAÇÃO ("VOCÊ PARTIU MEU CORAÇÃO", DE NEGO DO BOREL, WESLEY SAFADÃO E ANITTA)

Vou garantir pontuação
O professor já viu problema (não, não!)
Por não saber predicação
Da recuperação é tema
Pro meu boletim vou garantir pontuação (a pontuação)
Por professor não sentir pena (não, não!)
Já que não sei predicação
Da recuperação é tema
Pro meu boletim


Intransitivo eu vejo
Termo nunca completou
Verbo não exige termo
O sentido encerrou
E se na prova o receio
É o que pedirá, estou
 Apreensivo; percebo
Zero que ninguém levou!

Vou garantir pontuação (a pontuação)
O professor já viu problema (não, não!)
Por não saber predicação (predicação, predicação)
Da recuperação é tema
Pro meu boletim eu nunca quis reprovação
Ao dar nota já viu problema (não, não!)
Por não saber predicação
Da recuperação é tema
Pro meu boletim

Há o verbo transitivo
Que complemento expressa
Indireto "de" exijo
Mas direto "de" despreza
O de ligação é tema
Da prova que eu vou fazer
Quem estuda, logo tenta
O assunto aprender
Estuda no livro e na apostila
Também todos os tipos de predicado
Tem como núcleo o verbo? Ensina
Escola que é verbal. Tá anotado!
Nominal será se núcleo altero
Verbo de ligação aparecerá
Verbo-nominal é outro ensinado
É tanto esquema pra tentar passar!

Vou garantir pontuação (a pontuação)
O professor já viu problema (não, não!)
Por não saber predicação
Da recuperação é tema
Pro meu boletim vou garantir pontuação (a pontuação)
Por professor não sentir pena (não, não!)
Já que não sei predicação (predicação, predicação)
Da recuperação é tema
Pro meu boletim

20/04/2017

SUJEITO OCULTO ("ECLIPSE OCULTO", DE CAETANO VELOSO)

Professor, não acerto
Nada sobre gramáticas
Um zero
Por não marcar nada
De professor
Fazer prova não quero
Avaliação-
Nos desesperamos
Com pontuação!
Não frequento as aulas
Quando você explica
Atentei eu à tipologia
Do sujeito que agia
Ou sofria com ação
De verbo? Ensinar
Pra não dar zero vai recomeçar!

Com "sujeito",
Eu não soube passar,
Mas não deixo
De querer revisar
Como ousa
Não dar dez você?
Vou aprovar!
 

Núcleo nem sempre mostra,
Em oração procura;

Mas vai observar
Desinência que usa
Verbo inserido na oração
Achará a elipse, então
Sujeito oculto

Alunos verão
Também há o sujeito simples
Acrescido ao assunto
Fácil de detectá-lo
Por ter somente um núcleo
Adjunto acompanha,
Às vezes; eu percebo
Que nem sempre virá
Não mais aceito
Nota despencar

Não é sempre expresso

O sujeito, te digo
Dependendo do emprego,
Até indetermino
Nós usamos no texto
Sem saber que sujeitos
Vamos expressar
Terceira pessoa,
Plural/ singular
No sentido de "haver"
Ou do tempo que indico: 
Não há, meu professor,
O sujeito, que evito
Núcleo não subtraia-
Do composto extraia
Mais de um núcleo, sim
Sei que revejo
O meu boletim

11/04/2017

CLASSES GRAMATICAIS ("50 REAIS", DE NAIARA AZEVEDO E MAIARA & MARAISA)

(essa paródia que eu vou cantar agora, ela é uma história verídica. E essa história aconteceu com qualquer um que foi péssimo aluno em Português)

No livro
Tem no livro, hein?
Releia apostila,
Que professor tá categorizando pra não repetir
Prolixo,
À reprovação beira
Então, intervi com gramática que explica. Aceita!

Tem numeral em exame seu
Advérbio, que é tema que não aprendeu
Adjetivo, que é tema do qual se esqueceu
Pronome e preposição (e preposição)
Então, artigo deve vir
Substantivo terá também que inserir
Tem interjeição
Junto a verbo, há também a conjunção

Ou tente passar na matéria ou bato em você
Mas eu só vim auxiliar a fazer TCC


E pra evitar que nota caia ainda mais

Leia aqui: "Classes gramaticais"

26/03/2017

O FORMADO SOU EU ("SOU EU", DE LUDMILLA)

Quem é que em Letras pôde ser um graduando?
Quem é que levou pouco mais de quatro anos?
Quem é que carga horária extra enlouqueceu?
Quem é? Quem é? Quem é?
O formado sou eu
O formado sou eu
O formado sou eu, eu, eu
O formado sou eu

Lá no Sig@:
Wi-fi livre, mas sessão expira
Troco senha, mas tenho eletiva
Na coordenação estou de manhã, de manhã
Ateste
Quando falta pra que não se estresse
Mas sei que professor adverte:
Que você tem trabalho pra amanhã, pra amanhã
Vivência exigirá,
Mas trampo não quer dar
Quando TCC vir,
Favor não desesperar!
Vivência exigirá,
Mas trampo não quer dar
Seu diploma consegue com aula no Cac


O formado sou eu

24/03/2017

PROVA ("LOKA", DE SIMONE & SIMARIA E ANITTA)

(Prova, prova, prova, prova, prova, prova...)

Cadê você, que não reviu?
Seu 10 decresceu! Mestre discutiu!
Quando assindética aparecer
Conjunção trate de logo esquecer
Cadê você, que já se esqueceu
De oração coordenada? Nada leu!
Sindética traz conjunção, eu apuro
Que é "aditiva" a trazer "e", eu juro!
Ainda encontro mais quatro:
"Adversativa" tem o "mas" empregado
Só que teu docente "alternativa" tem dado
"Ou" nessas orações eu sei que você tem utilizado
"Conclusiva"- ponha "pois", então
Posposto ao verbo, tem aprovação

E vê se tira nota boa
"Explicativa" falta. Não discorda!
O "porque" pode usar na prova
Com "pois" antes do verbo, sei que aprova

E vê se passa nessa prova, prova, prova
Agora vê se em Português aprova, prova, prova


(Prova...)